Parti agora, definitivamente
Sem mentir mais
Sem me enganar
Sou outro finalmente
Porque anteriormente não pensei
Não sinto
Sorrio apenas por simulação
Pois o calor não me toca
Nem a brisa do Verão
Continuo apenas
Porque nunca me ensinaram a parar
Blog de poesia com outros géneros em regime de Part time (Poetry Blog and other genres in Part-time)
segunda-feira, 27 de julho de 2015
sábado, 25 de julho de 2015
Arma calma
Tem que haver método na revolução
Senão as nossas armas serão paus
E as deles metralhadoras
Tem que haver espanto
Garra na voz e pulso forte
Senão apenas correremos na sorte
De talvez ganhar
Ou pelo menos não cair
Tem que haver muita coisa a mudar
Mas se queremos ter voz
Primeiro temos que mudar o que importa
Teremos que mudar nós
Senão as nossas armas serão paus
E as deles metralhadoras
Tem que haver espanto
Garra na voz e pulso forte
Senão apenas correremos na sorte
De talvez ganhar
Ou pelo menos não cair
Tem que haver muita coisa a mudar
Mas se queremos ter voz
Primeiro temos que mudar o que importa
Teremos que mudar nós
Prateleiras de Viagem
Vozes literárias caladas no pó das estantes
Livros Poemas Quadros
Gritos de manifestos dos estudantes
Vozes que só oiço na viagem
São vozes andantes
Não preparadas para um quotidiano que sufoca
Estrangula o sonho e seca as lágrimas
Mas não me impede de chorar
O quotidiano da coragem
Os dias do aguentar
Em que me cantas um sonho verde
E eu vejo preto
Vede senhor!Vede onde nos meteste!
E o porquê de não professar rezas
Se rezar são apenas sílabas de descanso
E só existe raiva num touro
Que se fica manso vai para a morte
Que não é sorte que se deseje a ninguém
A estante rebenta e eu oiço gritar
Parto levando as suas bocas sedentas
Sabendo que hei de voltar
Na dupla partida
Que só é regressar para o mesmo
E ainda assim eu temo
Este mesmo destino
Que matou o menino
Que matou o homem
Que criou o robô
Com a alma de um CD
Cheio de sonhos
Mas todos riscados
Livros Poemas Quadros
Gritos de manifestos dos estudantes
Vozes que só oiço na viagem
São vozes andantes
Não preparadas para um quotidiano que sufoca
Estrangula o sonho e seca as lágrimas
Mas não me impede de chorar
O quotidiano da coragem
Os dias do aguentar
Em que me cantas um sonho verde
E eu vejo preto
Vede senhor!Vede onde nos meteste!
E o porquê de não professar rezas
Se rezar são apenas sílabas de descanso
E só existe raiva num touro
Que se fica manso vai para a morte
Que não é sorte que se deseje a ninguém
A estante rebenta e eu oiço gritar
Parto levando as suas bocas sedentas
Sabendo que hei de voltar
Na dupla partida
Que só é regressar para o mesmo
E ainda assim eu temo
Este mesmo destino
Que matou o menino
Que matou o homem
Que criou o robô
Com a alma de um CD
Cheio de sonhos
Mas todos riscados
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Quando o sol cai
Os dias de verão são eternos
Eternamente longos
Luminosidade protectora
Da noite que surge para nos lembrar
A escuridão relembra-me os ácidos alcoólicos
Que ingeri no inverno
Paixões curtas para não dormir sozinho
Deboche motivado pelo frio e nada mais
Tudo isso tem que ficou enterrado
Mas as ondas levaram a areia
E eu fiquei escancarado
Aberto na minha solidão
Parece noite de inverno
Sempre que este sol cai
Em mais um dia de Verão
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Navegar
Navego parando
A dois metros do meu destino
Um porto para repousar
Interiorizar o andar à deriva em terra
Prefiro o mar
Prefiro as ondas
Prefiro o divagar
Em Terra todo o Homem está preso
Na maré é apenas mais um peso
Que por lá anda a flutuar
A dois metros do meu destino
Um porto para repousar
Interiorizar o andar à deriva em terra
Prefiro o mar
Prefiro as ondas
Prefiro o divagar
Em Terra todo o Homem está preso
Na maré é apenas mais um peso
Que por lá anda a flutuar
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Esconderijo
O Homem esconde-se na Tradição
Nos transmissão oral
No conteúdo do outro julgar
Na toca assexual
Sente mas não quer
Quer mas não pode
Se não é cognitivo é sensual
Mas se é sensual não pode ser
Castrado o Homem segue
Contraindo-se já sem aguentar
Afinal será o errado errado
Ou errado para caminhar
O Homem ter que se cuvar
Nos transmissão oral
No conteúdo do outro julgar
Na toca assexual
Sente mas não quer
Quer mas não pode
Se não é cognitivo é sensual
Mas se é sensual não pode ser
Castrado o Homem segue
Contraindo-se já sem aguentar
Afinal será o errado errado
Ou errado para caminhar
O Homem ter que se cuvar
terça-feira, 21 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Karma
Tanto trabalho
Para nada
Tanto esforço e dedicação
Para nada
Tanta confusão na despedida
Para ficar
Tudo igual
Como querias
Viver o expoente do normal
Para nada
Tanto esforço e dedicação
Para nada
Tanta confusão na despedida
Para ficar
Tudo igual
Como querias
Viver o expoente do normal
sábado, 18 de julho de 2015
Nostalgias
Quase a ir embora
Numa hora de ficar
Tempo de uma vida
Em minutos a passar
Agarro-me a músicas do passado
Até os ouvidos por lá ficarem
E os resto do meu corpo
São apenas partes atiradas ao mar
Para com as ondas navegarem
Numa hora de ficar
Tempo de uma vida
Em minutos a passar
Agarro-me a músicas do passado
Até os ouvidos por lá ficarem
E os resto do meu corpo
São apenas partes atiradas ao mar
Para com as ondas navegarem
sexta-feira, 17 de julho de 2015
VIda
Contrabalançar passados e futuros
Aguentar os dias escuros
Dos presentes em que não sabemos ao que nos agarrar
Nostalgias ferozes
Surdas às vozes da mudança
Numa esperança de voltar atrás
Tudo num relógio sem pilha
Que nos pára no tempo
Com compromissos marcados
E sem dinheiro e vontade de uma pilha comprar
Aguentar os dias escuros
Dos presentes em que não sabemos ao que nos agarrar
Nostalgias ferozes
Surdas às vozes da mudança
Numa esperança de voltar atrás
Tudo num relógio sem pilha
Que nos pára no tempo
Com compromissos marcados
E sem dinheiro e vontade de uma pilha comprar
terça-feira, 14 de julho de 2015
Luzes
Já vi a luz que te ofereceram
A ti jovem iludido
A ti político destemido
A ti sonhador de sonho perdido
Já a saboreei ofusquei toquei
E nada mais é do que uma sala vazia
Para te trancar
Apenas com um sol lá dentro
Para te queimar
Não vás para lá calmamente
Não vás para lá sem deixar rasto
Não vás para lá morrer
Se fores
luta
Se fores
volta pelo rasto que restar
Se fores encontra o interruptor
Para que mais ninguém siga a luz
Para que mais ninguém seja ovelha
Quando pode ser pastor
E se eu pudesse voltava atrás
Para tocar só mais uma vez
Pois agora só tenho uma missão
Rebentar com a sala
Esvaziar o sol
Para que a luz não seja reservada
E todos possam ver o clarão
A ti jovem iludido
A ti político destemido
A ti sonhador de sonho perdido
Já a saboreei ofusquei toquei
E nada mais é do que uma sala vazia
Para te trancar
Apenas com um sol lá dentro
Para te queimar
Não vás para lá calmamente
Não vás para lá sem deixar rasto
Não vás para lá morrer
Se fores
luta
Se fores
volta pelo rasto que restar
Se fores encontra o interruptor
Para que mais ninguém siga a luz
Para que mais ninguém seja ovelha
Quando pode ser pastor
E se eu pudesse voltava atrás
Para tocar só mais uma vez
Pois agora só tenho uma missão
Rebentar com a sala
Esvaziar o sol
Para que a luz não seja reservada
E todos possam ver o clarão
domingo, 12 de julho de 2015
Sagrado
Tudo é sagrado
Batimentos cardíacos
Respirações transpiradas
Lábios mordidos
Corpos dilacerados
Tudo é sagrado
Nos momentos entre o por e tirar profano
Ditados pelo corpo gasto
De uma alma conspurcada pelo vício
Dos esqueletos de anjos mortos
E das suas penas embrenhadas em cio
Que outrora este já comeu
Batimentos cardíacos
Respirações transpiradas
Lábios mordidos
Corpos dilacerados
Tudo é sagrado
Nos momentos entre o por e tirar profano
Ditados pelo corpo gasto
De uma alma conspurcada pelo vício
Dos esqueletos de anjos mortos
E das suas penas embrenhadas em cio
Que outrora este já comeu
Todas as pessoas são folhas caducas
Florescemos na revolução como cravos
Vermelhos em Abril
Podres em Maio
Verdes por dentro o ano inteiro
Mas só o negro conseguimos transparecer
Até começarmos a morrer
Aos poucos
Num qualquer Outono
Aos poucos
Em ambições eleitorais
Aos poucos
Tornamo-nos folhas
Aos poucos
Já nem somos animais
Matamo-nos em escolhas
Esquecemos estar todos na mesma árvore
E queremos saltar para outra em aventuras
Na ilusão de que saltar não é cair
Mas em cada salto salta também a memória
Que todas as pessoas são folhas caducas
E que no final só sobra o chão para de nós se rir
Vermelhos em Abril
Podres em Maio
Verdes por dentro o ano inteiro
Mas só o negro conseguimos transparecer
Até começarmos a morrer
Aos poucos
Num qualquer Outono
Aos poucos
Em ambições eleitorais
Aos poucos
Tornamo-nos folhas
Aos poucos
Já nem somos animais
Matamo-nos em escolhas
Esquecemos estar todos na mesma árvore
E queremos saltar para outra em aventuras
Na ilusão de que saltar não é cair
Mas em cada salto salta também a memória
Que todas as pessoas são folhas caducas
E que no final só sobra o chão para de nós se rir
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Um bando de putos
Um bando de putos, incompetentes
Sentados à mesa brincando com poder
Testam limites
Criando dissidentes
Naqueles que já estão fartos de obedecer
São apenas crianças
Que não sabem o que fazem
Que apenas sabem o que querem
E pensam que todos os têm que temer
Só que o mundo não funciona assim
E até um puto sabe
Que se brincar demasiado
Fica apenas mais um boneco estragado
E a brincadeira tem sempre um fim
Sentados à mesa brincando com poder
Testam limites
Criando dissidentes
Naqueles que já estão fartos de obedecer
São apenas crianças
Que não sabem o que fazem
Que apenas sabem o que querem
E pensam que todos os têm que temer
Só que o mundo não funciona assim
E até um puto sabe
Que se brincar demasiado
Fica apenas mais um boneco estragado
E a brincadeira tem sempre um fim
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Semáforo
Dois sem-abrigos
Discutindo o desespero de um semáforo
Problema tricolor
Onde só um pode pedir
Para poder acabar com a sua dor
Os carros passam
Ninguém vê
De máximos ligados
Até a noite fica dia
Menos para os necessitados
Menos para os esfomeados
Menos para aqueles dois
Que já ninguém se lembra
Se sequer chegaram a existir
Discutindo o desespero de um semáforo
Problema tricolor
Onde só um pode pedir
Para poder acabar com a sua dor
Os carros passam
Ninguém vê
De máximos ligados
Até a noite fica dia
Menos para os necessitados
Menos para os esfomeados
Menos para aqueles dois
Que já ninguém se lembra
Se sequer chegaram a existir
OXI
Desesperados
Sem futuro
Gritamos não
Sem esperança para nós
Percorremos o túnel negro onde já cortaram a luz
Sem ver, soltamos a voz
Gritamos não
Pois se a europa não nos quer
A nova Europa seremos nós
Sem futuro
Gritamos não
Sem esperança para nós
Percorremos o túnel negro onde já cortaram a luz
Sem ver, soltamos a voz
Gritamos não
Pois se a europa não nos quer
A nova Europa seremos nós
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