Mais que som
Bom
Sensível e eterno
Morno, quente
Tocável
Em ti tornável
Tornado, remoinho
Amarras, pressões
Presas as unhas nas minhas costas
Que tanto gostas de dilacerar
Imune
Impune
Intragável
Amargo
De sangue que jorra
E tranborda
A cama dos sentidos
E gemidos
E grunhidos
Que nada mais são
Que mãos tocando
A alma morta que se transforma
Em cinzas
E queimaduras
Prontas a ser provadas
Por dentaduras
Mornas, quentes, húmidas
Salivando
A necessidade do quando
Mais do que o de onde
E quem
Sou objecto
Talvez de ninguém
Sem comentários:
Enviar um comentário