segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Casa

Não sigo
Por esta casa fora
Agora, outrora
Sempre
Com diferentes corpos
Mais magros mais gordos
Mais sedentos do elixir da juventude que não a tenho
Mas posso,
Servir
Por acharem que assim posso jorrar
Algo, Algo, ALGO!
Que bem tentei
Mas já não posso dar
Apenas posso sonhos
Desgostos
Invenções
Intervenções
Tentações
Ditas ao teu ouvido
Perdido nesta causa
Casa de muitas e muitos
Infiéis, mas sabes
Por eu estar aqui
Em desabafos
E beijos, e ternuras
Que as aventuras
São carícias dos assombros
E escombros
Em que te tornaste
Já só uma parte de tudo o que ruiu
E hoje sobra de mim

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