sábado, 3 de janeiro de 2015

João Marcos

Quanto de mim dei
A uma personagem que criei
Dei-lhe um nome
Que não o meu
Dei-lhe fome
Foi ele quem comeu
E eu não

Minhas eram suas as vontades?
Quantas mentiras me contei como verdades?
Dei-lhe nome de João Marcos
Dei-lhe pés, e ele deu-me passos
Imaginei-o
Criei-o
Mas se ele sou eu?
Tenho razão e credo
Mas dizer "EU CREIO"
É algo que já não posso querer

1 comentário:

  1. Quanta reflexão, e essa progessão criada, um heterônimo talvez.
    Gostei, tanto que tomei a liberdade de compartilhar na minha página no face https://www.facebook.com/pages/Banzeiro/207035766029726

    Estou recomeçando meu blog de poesia do zero, se puder dá uma força lá.
    http://banzzeiro.blogspot.com.br/2015/01/escreviver.html

    Forte abraço, Otávio M. Silva

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