quinta-feira, 5 de junho de 2014

Como tantas vezes
Interrogo-me
Porquê esta ânsia de solidão barulhenta?
Porque não consigo eu fugir para o silêncio natural da gruta que me surge à janela?
Porque não consigo eu simplemente fugir de um lar penoso que me prende na imaginação de quatro pernas e um colchão ser somente uma cama?

Estou farto desta lógica de intelectualidade pagã e não remunerada que flutua sobre o vento que chicoteia um mar qualquer
Estou farto desta lógica dos sem futuro, dos sem destino concreto onde as artes são um mercado de sentimentos massificados escritos e gravados
Onde o escritor é somente adivinho dos sentimentos de alguém

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