quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Enfim...

Enfim, tornei-me na pessoa que escrevo
Diambulando no seu léxico
Como um disléxico que se engana a dizer
Bebendo das sua ideias
Nado no seu mar salgado
Que mais sede me dá
E mais nele me torno
Já sem retorno
Já nem consigo distinguir
Se é nele que me torno
Ou se isto é tudo a fingir
Pois a pessoa que escrevo é forte
E este mundo é fraco
E enquanto ele ri
Já eu só choro
Porque nele me torno
Já sem distinguir

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