quarta-feira, 13 de agosto de 2014

"Ciguerrilha"

Parto numa América latinizada e guerrilhada
Escondida em árvores-pistolas, amazónias e humidade
Suando doutrina revolucionária
Apenas já só consigo suar humanidade

Hidrato-me em rum, cachaça e paz
Rebentando assim as minhas veias
Numa guerra interior pacífica 
Numa guerra exterior de macas sujas
Sujadas pelo homem que já não existe
Que antes falou mas agora jaz

Sereno-me neste calor de mosquitos
Nesta floresta de janela aberta
Morteiros, ponteiros, balas - apitos da noite em clareiras
Estrelas cadentes mecânicas derradeiras
Agora de olhos fechados para sempre sereno


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