segunda-feira, 28 de julho de 2014

Poema escrito debaixo de uma figueira que decidiu nascer ao pé do mar

Corro angústia pela cidade
Ardendo para renascer fénix vermelha
Tornar-me mito da minha própria mitologia
Que espelha soldados comunistas
Ou super-homens ocidentais
Que espalha a dor de vários homens
Homens comuns, heróis acidentais
Pobres ou ricos, mas todos de nascimento
Sangue só é sofrimento
Para os olhos que não o querem beber
Sangue
Poder
Sangue
Viver
Carne
Despedaçada
Carne
Rasgada
Guerra
Fim
Morrer

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