terça-feira, 15 de julho de 2014

Porque sim também é resposta

Ser pai de mim próprio
Com bigode, mosca e um ar tão pouco imperial
Ser mãe e auto-mamar
Ser máquina de café e adrenalina de um viver experimental
Decidir a vida em dois segundos
Ter esplanadas de inspiração
Oásis de mesas amarelas para subir
Gritar e fumar e beber
Perder a voz o fígado e até um pulmão
Ser artista sem chiado
Ou com ele só a arder
Ser feroz e mal criado
Para melhor me poder criar
Com sorte até posso vir a crescer
Crescer longe talvez com duas casas
Ser pinguim só que com asas
Para mergulhar e não voar
Escrever até mais não
Com a carneirada no bolso para encaminhar
Cacicar sonhos para não poder perder
Poder para nada ter
Cinco tostões
Cinco corações
Cinco tradições
Sinto contracções
Sinto e sento-me onde quiser
Para poder ser homem
E quando me apetecer quem sabe ser mulher
Artista de um pouco de fé
Pintando versos com tinta de café

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