sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

50 hours

There are no sons
In a 50 hours’ week
There is no sun

There is no light 
In a winter’s 50 hours’ week
Where nothing fits
And the schedule is tight 

There are no pets
In a +50 hours’ week
With no time to rest

And the time that’s left
Split in to insomnias and sleep 
Is full of kisses that never touch the lips
Full of momentum but no moments 
Full of nothing but emptiness 

In a 50 hours’ week there is still hope
That unfolds all the mysteries 
Of the love that lies beneath the sheets 
That killed the miseries 
Of the clock that constantly cries

Southern Hemisphere

Shared culture
Without the wealth 
Unused potential 
Caused by the weight up north

Roads that keep them down
Fewer infrastructures
False hope in their nature
By the love that they nurture 

Darker days passed
And yet brighter souls
Unused potential
Our fault!

Economic exploitation
Religious condemnation

Borders painted with lines
Past covered with lies

A continent that could be one nation
A nation that they could rely 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Regresso

Senti frio
Uma mão me agarrava
O corpo esperava na foz
Encostado na margem
Cabeça levantada
E pernas estendidas no rio



domingo, 20 de março de 2016

Uso comercial

Entendi o capitalismo que nos circunda
A sede de derrubar
Ser melhor
Sozinhos
Tasks e resultados
Corpos mecanizados
Pensamento criativo
Mas para uso apenas comercial

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Morte

A morte deixou o poema
Sozinho
Sem escuridão
Como algo perdido
E já sem sentido

Tirando a tristeza
Mais triste ficou
A morte o poema deixou
Para agora ficar esquecida
Já sem luto
Porque passado três anos
Já só resta a sua marca em nós
E não a memória do defunto

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Manuel Bandeira

Percebi tarde demais
Que nem tudo é certo
Nem todas as pessoas são iguais
Nem tudo é correto
E a bondade é mera relatividade
Todas as doutrinas são belas
E todas as ideias merecem alguém que morra por elas
Mas encontrando-te já só desejei
Voltar aos tempos de Manuel Bandeira
E às mulheres para que ele escrevia
Que com elas eu gracejei
E vendo-te
Com elas sonhei
Porque elas eram o que és
Elas eram a fé em momentos de solidão
E sempre algo mais que um mero tesão
Elas eram o verso inacabado
E eu a palavra que faltava
Elas eram sempre o verbo
Eu sujeito crucificado

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Mesada, Salário, Heranças

Eu quero fugir agora
Não quero mais ouvir a voz de uma consciência
Tão conservadora
Tão fechada
Que em nada é minha
Que em nada mereço
Pois não a escolhi apenas herdei
Não quero mais o tom de ameaça 
E dependência económica
Para que algo eu faça
Com a mesma eficiência
De o mudar de canal da televisão

Revolution by Night

Revolutionary dreams by night Struggling to find the right flag Not sure what is the fight Dreaming about the end of capitalism ...