Vêm ursos salivando da Rússia
Águias caçando da América
Exércitos de baguetes de França
E vem também a NATO que de nata já não tem nada
Vêm todos pelo terror
Também em nome de Deus
Mas o Deus deles é preto e sumarento
É o petróleo de outros
É o sangue e é a dor
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Enfim...
Enfim, tornei-me na pessoa que escrevo
Diambulando no seu léxico
Como um disléxico que se engana a dizer
Bebendo das sua ideias
Nado no seu mar salgado
Que mais sede me dá
E mais nele me torno
Já sem retorno
Já nem consigo distinguir
Se é nele que me torno
Ou se isto é tudo a fingir
Pois a pessoa que escrevo é forte
E este mundo é fraco
E enquanto ele ri
Já eu só choro
Porque nele me torno
Já sem distinguir
Diambulando no seu léxico
Como um disléxico que se engana a dizer
Bebendo das sua ideias
Nado no seu mar salgado
Que mais sede me dá
E mais nele me torno
Já sem retorno
Já nem consigo distinguir
Se é nele que me torno
Ou se isto é tudo a fingir
Pois a pessoa que escrevo é forte
E este mundo é fraco
E enquanto ele ri
Já eu só choro
Porque nele me torno
Já sem distinguir
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
vontade de perder
Eles sabem lá o que é perder
E mesmo assim ir
Vencer, apenas na alma
E não ter calma, daí... Lutar!
Contra tudo
Porque tudo não é bom
Tudo é apenas som
Ruído...
Que toda a gente quer acreditar
Mas eu quero combater
E já não apenas com a palavra
Mas com pena de quem lavra rocha
Apenas com pau de semear
E mesmo assim ir
Vencer, apenas na alma
E não ter calma, daí... Lutar!
Contra tudo
Porque tudo não é bom
Tudo é apenas som
Ruído...
Que toda a gente quer acreditar
Mas eu quero combater
E já não apenas com a palavra
Mas com pena de quem lavra rocha
Apenas com pau de semear
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
último
Também partirei
Não sabendo para onde vou
Em asas partidas voo
Sobre casas particulares
Que de abandonadas
Já não se chamam lares
Partirei à descoberta
Porque sempre foi incógnita
A negrura da minha capa
Que me acompanha
Mesmo já não sendo estudante
Continuo a aprender
Por mim e em ti cidade
Como um ser deambulante
Que já não tem idade
Senão para te escrever
Não sabendo para onde vou
Em asas partidas voo
Sobre casas particulares
Que de abandonadas
Já não se chamam lares
Partirei à descoberta
Porque sempre foi incógnita
A negrura da minha capa
Que me acompanha
Mesmo já não sendo estudante
Continuo a aprender
Por mim e em ti cidade
Como um ser deambulante
Que já não tem idade
Senão para te escrever
domingo, 4 de outubro de 2015
Desgovernos
Partidos percentualizados
Em sondagens manipuladas
Todos sistematizados
Em slogans e arruadas
E nós com esperança
Continuamos a ser enganados
Pois o tempo é sempre de tempestades
Sem dar espaço à bonança
Em sondagens manipuladas
Todos sistematizados
Em slogans e arruadas
E nós com esperança
Continuamos a ser enganados
Pois o tempo é sempre de tempestades
Sem dar espaço à bonança
sábado, 3 de outubro de 2015
O poema é que escreve o poeta
Corrompes-me na noite
Num momento tão breve
Agressivamente
Como um poema que se escreve
Sem inspiração
Mas que nos consome
Por ser tão forte
Que quer existir
Reconheces em mim
Um passado que foi só teu
Que esqueceste e volta num olhar
Para provar que é presente
E que será também futuro
Apenas por não ter fim
Num momento tão breve
Agressivamente
Como um poema que se escreve
Sem inspiração
Mas que nos consome
Por ser tão forte
Que quer existir
Reconheces em mim
Um passado que foi só teu
Que esqueceste e volta num olhar
Para provar que é presente
E que será também futuro
Apenas por não ter fim
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Carris
Preso aos carris
Depois de voar
Numa carruagem habitada apenas por vultos
Que não conheço e sorriem
Educadamente, talvez porque estes muitos
São pouco
E recusam que alguém os possa odiar
Mas para mim não têm rosto
Apenas os meus fantasmas
Que quebram o silêncio ensurdecedor
Duma carruagem que pensa que é barco
Que quer navegar
Mas que comeu eu está presa a carris
Somos comboios à espera de parar
Depois de voar
Numa carruagem habitada apenas por vultos
Que não conheço e sorriem
Educadamente, talvez porque estes muitos
São pouco
E recusam que alguém os possa odiar
Mas para mim não têm rosto
Apenas os meus fantasmas
Que quebram o silêncio ensurdecedor
Duma carruagem que pensa que é barco
Que quer navegar
Mas que comeu eu está presa a carris
Somos comboios à espera de parar
domingo, 16 de agosto de 2015
Tecnologia
É errado navegar assim sem rumo
Preso horas numa gare
Onde antes havia viajantes
Agora apenas portáteis
O que antes eram conversas
Agora apenas telemóveis
E deixámos de usar a lógica
Para aprender em digital
O que antes era analógico
Palpável
Sensitivo
Mas duro de roes
Preso horas numa gare
Onde antes havia viajantes
Agora apenas portáteis
O que antes eram conversas
Agora apenas telemóveis
E deixámos de usar a lógica
Para aprender em digital
O que antes era analógico
Palpável
Sensitivo
Mas duro de roes
Aqui só
Aqui calmo
A ver
Sem nada por fazer
No equilíbrio do quotidiano
Sem alterar horas
Só, neste meridiano
Quero ver fogo
Mas não há fumo
Quero claridade
Mas sem dinheiro para luz
Nesta normalidade
À espera que algo aconteça
Hoje é um vazio do destino
Uma página que deus se esqueceu de escrever
A ver
Sem nada por fazer
No equilíbrio do quotidiano
Sem alterar horas
Só, neste meridiano
Quero ver fogo
Mas não há fumo
Quero claridade
Mas sem dinheiro para luz
Nesta normalidade
À espera que algo aconteça
Hoje é um vazio do destino
Uma página que deus se esqueceu de escrever
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Beira Mar
Na calma da noite
Desaparece a espuma
E vão as ondas
Sobra areia
Maré baixa pouco molhada
Presa na atenção dos pés
Que caminham a noite pisada
E as suas marcas
Vão e voltam como as marés
No tempo de passear
Desaparece a espuma
E vão as ondas
Sobra areia
Maré baixa pouco molhada
Presa na atenção dos pés
Que caminham a noite pisada
E as suas marcas
Vão e voltam como as marés
No tempo de passear
Subscrever:
Mensagens (Atom)