Ignorar a existência do adeus
Considerar tudo uma interrupção
Não deixar saudade por não ser abandono
Mas ser tão negro o momento como qualquer outro
Lágrimas de petróleo
Peito em chamas
Por fim acabou
Adeus
Até mais nunca
Não me chateies
Penso em ti
Não voltes
Afinal é sempre um até já
sábado, 23 de janeiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Desgraça
Novo ano
Nova confusão
Só que o que agora é precoce
No final será explosão
Tratada a fogo de artifício
E nova esperança
A desgraça apenas foi esquecida
No sabor de cada passa
Nova confusão
Só que o que agora é precoce
No final será explosão
Tratada a fogo de artifício
E nova esperança
A desgraça apenas foi esquecida
No sabor de cada passa
sábado, 9 de janeiro de 2016
Muralhas
É fácil sentir a revolta
E dizer a todo o mundo o que se passa
Ter asas de comando marcadas no braço
E um pelotão disposto a seguir-nos
Mas viver com a manifestação interna
Decidir aceitar
Que talvez seja eterna
E impossível de controlar
É uma tarefa demoníaca
Que bem quero exorcizar
Mas não tenho muralhas
Nem sou Aquiles
Nem isto é uma ilíada
Nem é algo que se possa perder ou ganhar
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
depressão
As ideias florescem
Na escuridão
Raiva de não ter caminho
De não poder sair
E isto ser libertação
Tempo parado não premeditado
Tempo que pára apenas na ilusão
E é pago para isso
Por trás da cortina
A que nós chamamos depressão
Na escuridão
Raiva de não ter caminho
De não poder sair
E isto ser libertação
Tempo parado não premeditado
Tempo que pára apenas na ilusão
E é pago para isso
Por trás da cortina
A que nós chamamos depressão
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
7 da manhã
Deitava-me
Sempre perdido
No sentido dos objectos
Que falavam comigo
Dizendo-me esquece
Adormece
Não faças nada
Vais-te arrepender
Nada queres fazer
Tudo está ao alcance
Mas quem descanse
Vai abandonar
A virtude
A juventude das horas
O prazer dos momentos
Que alguém insiste em chamar agoras
Como se de agoiros se tratassem
Na vontade dos emboras
E o pecado do esquecer
E do nunca nunca nunca nunca nada acontecer
Que mais mal é por não existir
Na minha cabeça
Continuo a sentir
A consequência
Que não é de mais ninguém
E que porém dói
Mói e ressente
Neste ente
Que já não sabe
Mas bebe
E bebe
E bebe
Para não viver
A sociedade normal
Que existe
Mas teima em não ser
A sua função
Exibição de almas
Sem calmas
Enfermas
Dramas
Comédias
Tragédias
Tragédias
Alcoólicas, ébrias
Tão ébrias, singelas
Humildes por aceitar
Que o homem é animal
Carnal, de saudade feito
Nega, e inveja
O seu estado natural
Sempre perdido
No sentido dos objectos
Que falavam comigo
Dizendo-me esquece
Adormece
Não faças nada
Vais-te arrepender
Nada queres fazer
Tudo está ao alcance
Mas quem descanse
Vai abandonar
A virtude
A juventude das horas
O prazer dos momentos
Que alguém insiste em chamar agoras
Como se de agoiros se tratassem
Na vontade dos emboras
E o pecado do esquecer
E do nunca nunca nunca nunca nada acontecer
Que mais mal é por não existir
Na minha cabeça
Continuo a sentir
A consequência
Que não é de mais ninguém
E que porém dói
Mói e ressente
Neste ente
Que já não sabe
Mas bebe
E bebe
E bebe
Para não viver
A sociedade normal
Que existe
Mas teima em não ser
A sua função
Exibição de almas
Sem calmas
Enfermas
Dramas
Comédias
Tragédias
Tragédias
Alcoólicas, ébrias
Tão ébrias, singelas
Humildes por aceitar
Que o homem é animal
Carnal, de saudade feito
Nega, e inveja
O seu estado natural
Objecto das cinco
Mais que som
Bom
Sensível e eterno
Morno, quente
Tocável
Em ti tornável
Tornado, remoinho
Amarras, pressões
Presas as unhas nas minhas costas
Que tanto gostas de dilacerar
Imune
Impune
Intragável
Amargo
De sangue que jorra
E tranborda
A cama dos sentidos
E gemidos
E grunhidos
Que nada mais são
Que mãos tocando
A alma morta que se transforma
Em cinzas
E queimaduras
Prontas a ser provadas
Por dentaduras
Mornas, quentes, húmidas
Salivando
A necessidade do quando
Mais do que o de onde
E quem
Sou objecto
Talvez de ninguém
Bom
Sensível e eterno
Morno, quente
Tocável
Em ti tornável
Tornado, remoinho
Amarras, pressões
Presas as unhas nas minhas costas
Que tanto gostas de dilacerar
Imune
Impune
Intragável
Amargo
De sangue que jorra
E tranborda
A cama dos sentidos
E gemidos
E grunhidos
Que nada mais são
Que mãos tocando
A alma morta que se transforma
Em cinzas
E queimaduras
Prontas a ser provadas
Por dentaduras
Mornas, quentes, húmidas
Salivando
A necessidade do quando
Mais do que o de onde
E quem
Sou objecto
Talvez de ninguém
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Casa
Não sigo
Por esta casa fora
Agora, outrora
Sempre
Com diferentes corpos
Mais magros mais gordos
Mais sedentos do elixir da juventude que não a tenho
Mas posso,
Servir
Por acharem que assim posso jorrar
Algo, Algo, ALGO!
Que bem tentei
Mas já não posso dar
Apenas posso sonhos
Desgostos
Invenções
Intervenções
Tentações
Ditas ao teu ouvido
Perdido nesta causa
Casa de muitas e muitos
Infiéis, mas sabes
Por eu estar aqui
Em desabafos
E beijos, e ternuras
Que as aventuras
São carícias dos assombros
E escombros
Em que te tornaste
Já só uma parte de tudo o que ruiu
E hoje sobra de mim
Por esta casa fora
Agora, outrora
Sempre
Com diferentes corpos
Mais magros mais gordos
Mais sedentos do elixir da juventude que não a tenho
Mas posso,
Servir
Por acharem que assim posso jorrar
Algo, Algo, ALGO!
Que bem tentei
Mas já não posso dar
Apenas posso sonhos
Desgostos
Invenções
Intervenções
Tentações
Ditas ao teu ouvido
Perdido nesta causa
Casa de muitas e muitos
Infiéis, mas sabes
Por eu estar aqui
Em desabafos
E beijos, e ternuras
Que as aventuras
São carícias dos assombros
E escombros
Em que te tornaste
Já só uma parte de tudo o que ruiu
E hoje sobra de mim
Subscrever:
Mensagens (Atom)