Trocam-se as voltas
As reformas existem
Mas são sempre para adiar
Cuidado com o que te tornas
Que as mudanças persistem
E nem sempre é para melhorar
O Bem perdura
Pelo menos como Ideia
Que para boémio é aventura
Estás preso no mal
Como uma mosca numa teia
Que é apenas comida
Mesmo sendo insecto por igual
Se queres revolucionar
Mudança é alimento
E em alimento vais ter que te tornar
Mas sê como um sapo colorido
Que mata quem o come
Mas que sorri a ser comido
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Deus negro
Vêm ursos salivando da Rússia
Águias caçando da América
Exércitos de baguetes de França
E vem também a NATO que de nata já não tem nada
Vêm todos pelo terror
Também em nome de Deus
Mas o Deus deles é preto e sumarento
É o petróleo de outros
É o sangue e é a dor
Águias caçando da América
Exércitos de baguetes de França
E vem também a NATO que de nata já não tem nada
Vêm todos pelo terror
Também em nome de Deus
Mas o Deus deles é preto e sumarento
É o petróleo de outros
É o sangue e é a dor
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Enfim...
Enfim, tornei-me na pessoa que escrevo
Diambulando no seu léxico
Como um disléxico que se engana a dizer
Bebendo das sua ideias
Nado no seu mar salgado
Que mais sede me dá
E mais nele me torno
Já sem retorno
Já nem consigo distinguir
Se é nele que me torno
Ou se isto é tudo a fingir
Pois a pessoa que escrevo é forte
E este mundo é fraco
E enquanto ele ri
Já eu só choro
Porque nele me torno
Já sem distinguir
Diambulando no seu léxico
Como um disléxico que se engana a dizer
Bebendo das sua ideias
Nado no seu mar salgado
Que mais sede me dá
E mais nele me torno
Já sem retorno
Já nem consigo distinguir
Se é nele que me torno
Ou se isto é tudo a fingir
Pois a pessoa que escrevo é forte
E este mundo é fraco
E enquanto ele ri
Já eu só choro
Porque nele me torno
Já sem distinguir
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